Americana lidera o ranking da RPT (Região do Polo Têxtil) em mortes por acidentes de trânsito, com taxa de 22,8 óbitos em cada grupo de 100 mil habitantes e se classificou em 852º posição entre os municípios brasileiros pesquisados, segundo o Mapa da Violência 2012, divulgado ontem pelo Instituto Sangari, com base de dados de 2010. Americana ainda aparece com índice superior ao de Campinas em número de vítimas fatais. Campinas ficou na 868º posição, com 22,6 mortes em grupo semelhante de pessoas.
O segundo lugar do ranking entre cidades da região ficou para Sumaré, que registrou 19,5 mortes; guia Santa Bárbara d’Oeste ficou em terceiro, com 13,9; Hortolândia, com 6,7 e Nova Odessa, com apenas uma morte, na mesma comparação.
O instituto divulgou ainda que 48 pessoas morreram no trânsito de Americana, há dois anos. O mecânico Marcos Aurélio Borges Fatinatti, de 28 anos, foi uma das vítimas, em abril de 2010, no período pesquisado. Ele morreu num acidente na Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304), quando, segundo a Polícia Rodoviária, a moto que pilotava bateu na traseira de um carro e foi atingida por outro veículo. O motoqueiro foi socorrido, mas morreu ao chegar no Hospital Municipal de Americana.
Em Sumaré houve uma morte a menos que em Americana, em 2010; em Santa Bárbara houve 25 mortes; 13 em Hortolândia e apenas um em Nova Odessa.
O estudo verificou também a evolução da frota de veículos, das taxas de vítimas desde o ano de 1998 até 2010. Também foram avaliados os tipos de veículos e constatado o aumento do número de motos; o desrespeito aos limites de velocidade e o consumo de bebidas alcoólicas – apontados como principais causas de acidentes com vítimas fatais. Os pesquisadores verificaram que o ritmo de crescimento da frota de motos entre 2000 a 2010 foi em torno de 20% ao ano. As mortes de motociclistas cresceram 491% entre 1998 a 2010.
“A continuar com o ritmo de crescimento dos últimos anos, para 2015 as mortes no trânsito deverão ultrapassar o que era, até pouco tempo, o grande vilão da letalidade violenta nacional: os homicídios”, avaliou o sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, responsável pela pesquisa.
Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2010, foram gastos R$ 130 milhões do SUS (Sistema Único de Saúde) para atender as vítimas de acidente de trânsito. Segundo ainda dados do órgão, cerca de 35% dos leitos de pronto-socorros do país foram ocupados por acidentados e 40% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) são ocupados por vítimas de acidentes.
Fonte: Jornal O Liberal