Americana: Médicos mantêm greve e vão divulgar carta aberta à população

Reunidos em assembleia na noite de ontem, médicos e dentistas do serviço público municipal de Americana decidiram manter a adesão à greve do funcionalismo. A categoria recebeu reajuste de 0,5% e tem sofrido agressões nas unidades, por funcionários comissionados da administração e aliados políticos do prefeito Diego De Nadai (PSDB). Os profissionais decidiram manter apenas os atendimentos de urgência e emergência, retornos de cirurgias e casos que corram risco de causar danos aos pacientes.

O grupo ainda vai divulgar uma carta aberta à população para explicar os motivos da adesão à paralisação, que será assinada pelos profissionais, com o apoio do Sindicato dos Médicos de Campinas e Região e da Associação Paulista de Medicina. O caso da greve dos médicos em Americana já chegou ao conhecimento da presidência do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) e estava em pauta em reunião extraordinária na noite de ontem.

Na assembleia, os médicos formaram uma comissão que vai atuar junto à comissão de greve do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. Isso porque a paralisação dos profissionais da saúde é diferenciada, tendo em visto que há responsabilidade da categoria com as vidas dos pacientes que deixam de receber atendimento. Durante a assembleia, o representante do Cremesp em Americana, João Aloísio Neto, prestou esclarecimentos em relação ao que é estabelecido pela ética médica em casos de greve.





Na reunião, alguns médicos comentaram que vão realizar uma “greve branca”, com o ritmo de trabalho diminuído. Eles também devem, nos consultórios, explicar aos pacientes os motivos da paralisação, denunciar as péssimas condições de trabalho e responsabilizar o prefeito pelo problema.

Em relação à falta de segurança nos postos de saúde, os médicos denunciaram que não tem sido agredidos pela população, mas sim por grupos pró-governo. Muitos desses agressores foram vistos em postos diferentes com a mesma postura de ameaçar e coagir os funcionários que estão em greve. O presidente do Sindicato dos Servidores, Aires Ribeiro, ressaltou que a situação de segurança dos médicos é grave, já que os guardas municipais tem se omitido em relação às agressões que ocorrem nas unidades e, nas delegacias, os profissionais não conseguem registrar ocorrência. “Se o sindicato estiver presente, pode motivar confronto.

Então a nossa orientação é para que os médicos que se sentirem constrangidos deixem os postos para preservar a própria vida e procurem o sindicato”, afirmou.

Fonte: Jornal O Liberal





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