BNDES suspende repasses para as obras de Americana

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) suspendeu o repasse de verbas para as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Drenagem promovidas pela Prefeitura da cidade Americana. Com isso, serão paralisadas as obras de canalização do Córrego do Parque, na Avenida Brasil, e do Córrego São Manoel, na Avenida da Saúde, até que o prefeito Diego De Nadai (PSDB) comprove que o município tem capacidade para ingressar com as contrapartidas para custeio das obras.

A suspensão do repasse ocorreu justamente porque o projeto tem sido desenvolvido exclusivamente com recursos do banco e a Prefeitura não tem injetado recursos próprios proporcionalmente ao dinheiro recebido.

Ao todo, o contrato com o BNDES prevê um financiamento no valor de R$ 62.871,96, dos quais já foram liberados R$ 37.461,54. A contrapartida da Prefeitura equivale a cerca de R$ 12 milhões. Também estão programadas obras de canalização do Córrego Pylles e a implantação do Parque Linear do Ribeirão Quilombo.

A bancada de oposição na Câmara reivindica há vários meses informações sobre a parte financeira do programa, já que as obras do Córrego do Parque chegaram a pouco mais da metade e já foram liberados mais recursos do que o orçamento total para essa etapa do programa, que era de R$ 30 milhões. Como o governo se recusa a enviar as informações, a oposição ameaça encaminhar uma representação à CGU (Controladoria Geral da União).





De acordo com a assessoria de imprensa do BNDES, a Prefeitura já recebeu a notificação sobre a suspensão do repasse. A decisão foi tomada após vistoria dos técnicos do BNDES nas obras em execução. Apuramos que, entre as irregularidades identificadas, também estaria a modificação do projeto das outras obras, com o objetivo de redução de custos para ampliar o investimento na Avenida Brasil.

Em reunião realizada na semana passada, os técnicos responsáveis pela obra e o secretário de Obras e Serviços Urbanos, Flávio Biondo, admitiram que as obras ficariam incompletas. A implantação de dois ramais, com origem na Rua Itacolomi e no Parque Ecológico, que deveriam desembocar no primeiro piscinão do córrego, em frente ao Fórum, não será mais executada, como estava programado inicialmente. Sem os ramais, não estão descartadas as enchentes no Parque Ecológico e no Jardim Botânico.

Outra mudança foi que não será mais realizada a dragagem do Ribeirão Quilombo, o que causa riscos de refluxo da água para o Córrego do Parque e consequentemente as enchentes na Avenida Brasil. A reportagem não conseguiu contato, ontem à noite, com a assessoria de imprensa da Prefeitura.

Fonte: Jornal o Liberal





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