Em Americana, pintor faz filha de cinco anos refém

Um homem fez a própria filha, de apenas cinco anos, refém após invadir pelo telhado a residência onde a menina vive com a ex-mulher do acusado, no bairro São Manoel. Ele chegou, inclusive, a colocar uma faca no pescoço da menina quando percebeu a chegada dos patrulheiros da Gama (Guarda Municipal de Americana) no imóvel. O caso aconteceu por volta de 5h30 de ontem e foi registrado no Plantão Policial de Americana.

De acordo com os patrulheiros Christiane e Luiz, que atenderam a ocorrência, os vizinhos entraram em contato com a Gama. Ao perceber a chegada dos guardas, o pintor J.M.N.; de 31 anos, ficou alterado e passou a ameaçar a mulher, a feirante K.M.A., 30, com uma faca no pescoço e também ameaçou soltar um cão da raça pitbull contra os guardas municipais.

Segundo a assessoria de imprensa da Gama, a vítima pediu socorro aos patrulheiros. Foi necessário, inclusive, arrombar a porta para que os guardas pudessem entrar no imóvel. Quando o pintor viu os patrulheiros, soltou a mulher e pegou a filha do casal, de apenas 5 anos. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa da Gama, ele ameaçou matar a própria filha. Depois de negociar com os patrulheiros, ele deixou o imóvel, mas ainda mantendo a criança como refém.





Os patrulheiros, então, aproveitaram um momento de distração do agressor e conseguiram puxar a criança pelo braço. Em seguida, retiraram a faca das mãos do homem. Ele foi algemado e encaminhado ao plantão policial. “Graças a Deus não sofremos ferimentos. Já faz alguns dias que ele vinha ameaçando”, contou a mulher. Segundo ela, o casal está separado há “algum tempo”, sem precisar o período exato. “Estamos chateadas e não queremos falar mais (sobre o assunto)”, disse a feirante.

Por determinação da Polícia Civil, a faca foi apreendida e o envolvido acabou sendo liberado. Posteriormente, segundo a assessoria da Gama, deverá ser instaurado uma medida cautelar para manter o pintor distante das vítimas. O caso foi registrado como violência doméstica, ameaça e violação de domicílio.

Fonte: Jornal O Liberal 





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